quinta-feira, 21 de maio de 2009

Renato Russo acertou!

Como todo jovem com 20 e poucos anos, Legião Urbana é a trilha sonora de muitas histórias minhas. E boa parte delas acabou em lágrimas ou beijos, para o orgulho do Renatão.
Para o meu atual momento, o trecho abaixo da música "Há tempos" é um mantra.
Então, tenham paciência pois vou explicar porque:

DISCIPLINA É LIBERDADE
Discípulo tem a mesma raiz dessa palavra. E todos eles precisam de um mestre. Mas ter disciplina é ser mestre de si mesmo. Você traça o objetivo, mapeia o caminho, formata a estratégia e segue em frente sem pestanejar. Resultado: chegar aonde se quiz.

COMPAIXÃO É FORTALEZA
Nada a ver com pena.
Significa sair da órbita do próprio umbigo e analisar a situação da perspectiva do outro. Para isso o sujeito tem que ser firme, pois a melhor opção talvez não seja a que mais lhe interessa. Mesmo assim, o importante é fazer o correto.
Apoiar quem precisa sempre nos faz crescer...

TER BONDADE É TER CORAGEM
Em tempos de insegurança geral, inclusive com o próprio potencial, torna-se mais recomendável desconfiar e ser implacável com o outro, afinal ele pode sabotar, mentir.
Ser bom significa abrir a guarda para ajudar no que for preciso.

Solteira, sim. Sozinha, também.

Hoje quero escrever sobre amor. Amor amor amor
É bom ... E faz falta...
Estou completamente solteira no momento.
Isso quer dizer que estarei acompanhada no máxima de amigas quando for ao cinema...
Isso quer dizer que num sábado à noite estarei ou no bar ou dormindo na minha cama single...
Isso quer dizer que nem compro nem recebo presentes no dia 12 de junho...
Isso quer dizer que vou ter de aturar muito papo furado nas baladas... Pois mulher solteira é vista como avulsa: os malas chegam com as cantadas mais antigas que possam existir.
Eu realmente preciso desse tempo... Ainda arrasto correntes por causa de relações que terminaram de maneira traumática e de outras que nem deveriam ter começado. Pelo menos não do jeito que foi...
Preciso... Não quer dizer que queira, ou que eu esteja comemorando essa liberdade toda...
Tenho que admitir: sou alguém pra casar. Adoro relacionamentos, adoro crescer com a ajuda de alguém que me ama... Adoro ver o desenvolvimento pessoal do meu amor...
Mas acho que vou ficar um tempo no caritó. Homem bom é uma raridade hoje em dia.
Aliás, não entendo uma coisa. Solteiros de ambos os sexos reclamam da solidão e da dificuldade em ter um relacionamento sério. Ora, se a demanda é geral, isso não deveria ser oportunidade pra todo mundo se dar bem? Acho que estão esperando cavalos brancos ao invés de carro mil ou bicicleta ou ônibus coletivo ou moto...
Bem, enquanto meu amor não chega, tô por aí...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cada um por si e Deus por todos

Horóscopo de hoje
"É importante ouvir conselhos, mas acontece que no tempo atual, e dadas as condições do mundo, as pessoas andam mais medrosas do que nunca e, por isso, oferecem conselhos travestidos de prudência, mas que são calcados em puro medo. "
Faz todo sentido depois de me sentar horas numa mesinha de livraria e, logo em seguida, receber um balde de água fria da minha mãe.
Explico. Ouvi várias pessoas comentando que o livro Comer Rezar Amar é maravilhoso. Então o comprei no Submarino. Como faltam dois dias pra chegar, eu, Senhora Ansiedade, resolvi começar a lê-lo na querida Siciliano do Iguatemi, tomando um belo capuccino.
Identificação total: uma mulher no universo dos 30 anos incompleta na sua vida "perfeita" e sentindo-se culpada por não conseguir apenas agradecer aos céus pelo que tem e sorrir sempre.
Até que, durante uma oração desesperada no chão do banheiro, sente-se lúcida e segue em frente pra mudar a própria vida e encaixá-la nos trilhos da verdadeira completude.
Comentando isso com minha mãe, ouço "essa mulher é complicada, não parece com você... seja feliz com o que tem".
O primeiro sentimento é me sentir ridícula, uma mimadinha infeliz. Mas depois fico chateada, pois não sou maluca nem complicada, só tenho perguntas que não foram respondidas. Ao mesmo tempo me desiludo, pois minha mãe não me entende. Então, quem vai me entender? Eu vou me entender?
Tenho sim um vazio dentro de mim. Não pretendo pular daqui do sétimo andar nem me drogar. Já passei dessa idade. Mas pretendo entender o que me falta. É a velha questão: qual o sentido da vida? Por que aturamos tanta coisa se vamos morrer no fim? Existe algo além.
Há um bom tempo não vejo mais graça numa coisa que sempre me fez bem: festa. Pois é, como todo adolescente tive meus dias dionisíacos, apesar de já ter mais de 21. Só que isso não tem mais o mesmo gosto.
Tive meus momentos de pura beatice, mas não vejo a religião como antes e ir na Igreja não é mais suficiente, principalmente porque me sinto hipócrita, já que discordo de algumas coisas. Só não está abalada a minha fé NELE.
Nem o esporte, por muito tempo motivo de satisfação, me interessa mais. Então, pra que acordar na segunda-feira e fazer planos? Que planos?
Mas, ao mesmo tempo, tenho algumas contas pra pagar, preciso me manter com meu próprio trabalho e não sou herdeira de ninguém rico. Na verdade herdei só doenças, nada de grana.
Ou seja, jamais poderei me mandar pra Indonésia e receber ensinamenteos de um xamã, como o fez a personagem do livro que citei.
Faço terapia, ok. Às vezes vou a um grupo de oração, ok. Tenho conversas profundas com minhas amigas, ok. Mesmo assim, nada de encontrar o tal sentido.
Mas não posso negar que as conversas comigo mesma sempre dão um bom resultado, por exemplo perceber do que NÃO gosto, e que tenho que ter meus pés plantados no chão pra poder elevar a minha alma. É contraditório, aparentemente. Mas significa ter ciência exata do que se passa e dos sentimentos pra depois trabalhá-los.
Comecei a ler agora, acho que ainda vou escrever mais sobre as sensações que esse livro vai despertar em mim.
Então, até o próximo capítulo.

P.S.: a mim parece óbvio o que o horóscopo quis "dizer".
Minha mãe quer me ver feliz (lê-se estável).
Mas não é a única opção de felicidade. Posso encontrar outra.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Pé do meu samba... Caetano

Dez na maneira e no tom
Você é o cheiro bom
Da madeira do meu violão

Você é a festa da Penha,
A feira de São Cristovão,
É a Pedra do Sal
Você é a Intrépida Trupe
A Lona de Guadalupe
Você é o Leme e o Pontal

Nunca me deixa na mão
Você é a canção que consigo
Escrever afinal
Você é o Buraco Quente
A Casa da Mãe Joana
É a Vila Isabel,
Você é o Largo do Estácio,
Curva de Copacabana
Tudo que o Rio me deu!

Pé do meu samba
Chão do meu terreiro
Mão do meu carinho
Glória em meu Outeiro
Tudo para o coração
De um brasileiro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Brainstorm

Preciso escrever algo sobre o momento que estou vivendo. E o tema é melancolia.
Para deixar o post mais "robusto" fui pesquisar a sua gênese. Descobri que Freud já teorizou sobre o assunto e concluiu que assemelha-se ao luto. Uma tristeza profunda, não justificada e que precede a depressão. Aquela dor que a perda do ente querido causa.
Mas também encontrei outros discursos, que inclusive ligam esse sentimento à infância, como se a experiência em curso colocasse em cheque minha estrutura de maturidade e, então, me sinto tão frágil quanto aquela garotinha que foi esquecida na porta da escola pela mãe super-ocupada.
Pois é, o tema é complexo... Envolve auto-estima, maturidade, e tudo isto sofre ataques de todos os lados e a todos os momentos.
No meu caso, a solidão sempre me coloca à prova e, sempre, abala as estruturas dessas duas coisas que citei no parágrafo acima. Já escrevi sobre isso em posts anteriores, o quanto estar longe de casa me abala. Mas descobri que ser aceita também é essencial para minha felicidade.
Não sou feliz só comigo mesma. Pois é, tenho que admitir.
Sou sim daquelas que fica encanada se alguém não me incluiu na lista de convidados, ou não riu das minhas piadas, ou não chamou meu nome no diminutivo, ou preferiu tocar os próprios assuntos sem a minha presença. Por que necessitar tanto da aprovação do outro? É possível ser amado por todos? É necessário ser amado por todos?
Viva aos estóicos, que pregaram o desgarramento total das coisas externas, materiais e morais!
É isso??? De volta ao estoicismo para ser feliz?
Nem tanto. Mas não tão pouco.
Tive um lampejo! É pra isso que serve a educação de papai e mamãe! É sim, gente!
Respeito, educação, responsabilidade, persistência, amar família e amigos verdadeiros, valores consistentes. Estas são as regras do jogo. Honestidade, transparência, verdade, firmeza, carinho. Difícil não gostar de alguém com todo esse background. Seja eu ou você...
Algumas vezes tudo isso vai contrariar alguém, ou mais de um alguém. Só que o mais importante são as próprias convicções, o amor a si próprio. E, nesse momento, perde-se a chance de fazer mais um amigo. Só que, na hora de escolher, vou preferir a manutenção da minha amizade. Sem grilos, sem culpas. Apenas reconhecendo meus limites e meus valores, e que isso tem muita importância pois foi construído a base de muito choro e riso.
Auto-estima não é arrogância. Na verdade, arrogância é a falta daquela, é defesa. Então, posso ser eu mesma e, ainda, ser amada. Mas, antes, por mim mesma.

P.S.: esse post chama brainstorm porque tudo o que me vinha à cabeça e não revisei. Ele faz sentido pra mim. Não sei se alguém vai ler. Caso isso aconteça, espera que também faça sentido.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Assim, sim!

Prometo que não vou ficar copiando texto dos outros, mas esse é bem legal...

O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO
(visto pela mais verdadeira ÓTICA)

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!!!!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, vivia fazendo compras,
conheceu muuuuitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia,
trocou de carro, redecorou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, pois não tinha sogra, não tinha que lavar, passar, nunca lhe faltava nada, bebia champanhe com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois nenhum homem constrói nada sem uma MULHER.
FIM.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Boa sorte com as próximas 365 batalhas...




Mais um ano terminou. E mais um ano comecei. (Isso é um sinal de que continuamos na nave Terra, como diria Quiroga)
E, pra não fugir à regra dos demais anos, fiz minha listinha de promessas com muita fé em minha perseverança, que é mais limitada do que deveria. Dessa vez não deu pra pular sete ondas porque estava em Porto Velho e lá não é litoral, como deveria saber todo brasileiro que concluiu o Segundo Grau. Em compensação comi romã e guardei os caroços na carteira. Nunca é demais mandinga pra ganhar dinheiro.
Na hora de fazer a minha listinha, lancei mão da experiência vivida em 2008: o que nos garante alcançar os objetivos listados no dia 31 de dezembro é o que fazemos em cada dia do ano novo.
Lógico! diria o amistoso. Não diga! diria o irônico! Você tem toda razão! diria o puxa-saxo.
Mas vale a pena refletir...
Pra começar, as promessas devem ser feitas respeitando quem realmente somos, nossos limites, preferências, medos e tudo o que não dispensamos ou não suportamos.
Porque a guerra vai ter 365 batalhas, e temos que vencer ao menos 183. Em alguns casos, todas.
Então, nada de comparar meu corpo com o da Gisele Büdchen, nem meu estilo de vida com o de um monge budista. Sou o que sou. E de acordo com os estudiosos do comportamento humano, vou mudar pouco, pois já atingi a fase adulta.
Estou feliz por mim. Começo o ano com meus pezinhos no chão e afim de atalhar, como diz na minha terra. Dispensar o dispensável é o primeiro passo. Ser feliz com as pequenas conquistas, o passo diário.