terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Brainstorm

Preciso escrever algo sobre o momento que estou vivendo. E o tema é melancolia.
Para deixar o post mais "robusto" fui pesquisar a sua gênese. Descobri que Freud já teorizou sobre o assunto e concluiu que assemelha-se ao luto. Uma tristeza profunda, não justificada e que precede a depressão. Aquela dor que a perda do ente querido causa.
Mas também encontrei outros discursos, que inclusive ligam esse sentimento à infância, como se a experiência em curso colocasse em cheque minha estrutura de maturidade e, então, me sinto tão frágil quanto aquela garotinha que foi esquecida na porta da escola pela mãe super-ocupada.
Pois é, o tema é complexo... Envolve auto-estima, maturidade, e tudo isto sofre ataques de todos os lados e a todos os momentos.
No meu caso, a solidão sempre me coloca à prova e, sempre, abala as estruturas dessas duas coisas que citei no parágrafo acima. Já escrevi sobre isso em posts anteriores, o quanto estar longe de casa me abala. Mas descobri que ser aceita também é essencial para minha felicidade.
Não sou feliz só comigo mesma. Pois é, tenho que admitir.
Sou sim daquelas que fica encanada se alguém não me incluiu na lista de convidados, ou não riu das minhas piadas, ou não chamou meu nome no diminutivo, ou preferiu tocar os próprios assuntos sem a minha presença. Por que necessitar tanto da aprovação do outro? É possível ser amado por todos? É necessário ser amado por todos?
Viva aos estóicos, que pregaram o desgarramento total das coisas externas, materiais e morais!
É isso??? De volta ao estoicismo para ser feliz?
Nem tanto. Mas não tão pouco.
Tive um lampejo! É pra isso que serve a educação de papai e mamãe! É sim, gente!
Respeito, educação, responsabilidade, persistência, amar família e amigos verdadeiros, valores consistentes. Estas são as regras do jogo. Honestidade, transparência, verdade, firmeza, carinho. Difícil não gostar de alguém com todo esse background. Seja eu ou você...
Algumas vezes tudo isso vai contrariar alguém, ou mais de um alguém. Só que o mais importante são as próprias convicções, o amor a si próprio. E, nesse momento, perde-se a chance de fazer mais um amigo. Só que, na hora de escolher, vou preferir a manutenção da minha amizade. Sem grilos, sem culpas. Apenas reconhecendo meus limites e meus valores, e que isso tem muita importância pois foi construído a base de muito choro e riso.
Auto-estima não é arrogância. Na verdade, arrogância é a falta daquela, é defesa. Então, posso ser eu mesma e, ainda, ser amada. Mas, antes, por mim mesma.

P.S.: esse post chama brainstorm porque tudo o que me vinha à cabeça e não revisei. Ele faz sentido pra mim. Não sei se alguém vai ler. Caso isso aconteça, espera que também faça sentido.